sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Década de 80 - Saudades...

Meus Anos 80.

     Esses dias estava assintindo ao programa "Encontro", e estavam falando de Chacrinha - "O velho guerreiro". Que saudade que me deu desse tempo, onde começaram as melhores bandas, pra mim os melhores brinquedos como OS COMANDOS EM AÇÃO. 
    Soltava pipa na rua, jogava bola, pique pega, pique bandeira, amarelinha, show da xuxa, bozo, fofoão, entre outros... 
     Tempo esse que não volta jamais, queria que meu filho tivesse conhececido aquela época.
     Muitos dizem que a década de 1980 foi a melhor. E olhando um pouco a história dos anos 80 fica difícil discordar que pelo menos foi uma época muito alegre e carismática, com muitas baladas, músicas, filmes, jogos, brinquedos e roupas extravagantes. 
     Os ecos dos anos 80 são ouvidos até hoje na nossa cultura e na nostalgia de muitos que a viveram. Músicas dos anos 80 embalam não só os mais velhos que eram adolescentes na época, mas também jovens que curtem a animação dos flashbacks, telões com filmes e clipes e até mesmo uma partidinha de Atari, um dos símbolos dos anos 80.
     
 


 




     








     As brincadeiras divertidas que ainda me lembro como: bets ou taco, pesar das janelas quebradas e bolas perdidas este era um dos meus jogos favoritos. Sem falar na cuspida no taco pra decidir quem começava com o taco. Todo pedaço de pau que via na rua prestava atenção se não era bom pra jogar taco. As latinhas de refrigerante ou garrafas pet também serviam para fazer as casinhas.
     Quem nunca desejou ter uma casa na árvore, eu não sei quanto a vocês, mas meu maior sonho era ter uma casa na árvore. Muitas vezes chegueis a desenhar no papel o modelo de como seria, mas só ficou no papel mesmo.
     Minha irmã pulava elástico. Dentro, fora, dentro, pisa, dentro e sai... Comprava na mercearia uns 5 metros de elástico e amarrava as pontas, bastava arrumar duas amigas, primas, portão, cadeira, vó, tia, seja lá o que for para vestir o fio na altura da canela, enquanto uma outra ganhava a vez de pular, em muitas coreografias que pouco me recordo. Cada vez que terminava a série, o elástico era erguido em uns três palmos. Claro que quando chegava no pescoço era um tormento, depois de tanto pular, a brincadeira acabava.
     Barbante invisível ou cama de gato, não sei ao certo o nome dessa brincadeira viciante, alguns dizem que é cama de gato, eu conhecia como barbante invisível. Com certeza marcou a infância de muita gente, lembro que era uma febre na escola na hora do recreio, era quem podia mais. Faz tempo que não vejo crianças brincando disso, não sabem o quanto estão perdendo, ou talvez nem tiveram oportunidade de aprender.
     Os programas infantis nos anos 80 tiveram bastante destaque em redes de televisão como Globo, a extinta Manchete e SBT. Foi nessa década que surgiu o fenômeno Xuxa, considerada até hoje a "Rainha dos baixinhos". A apresentadora Angélica também despontou nos anos 80, assim como Mara Maravilha. Dizia-se, na época, que existia uma rivalidade entre as três apresentadoras. No entanto, antes do surgimento das apresentadoras infantis e da enxurra de desenhos infantis que tomou conta da telinha, as crianças se deliciavam com o Sítio do Picapau Amarelo, que contava histórias de Monteiro Lobato, adaptadas para a televisão. Acompanhar as aventuras de Pedrinho, Narizinho, Emília e o Visconde de Sabugosa era viajar por um mundo de sonho e fantasia. 
     Também permanece na memória dos saudosistas dos anos 80, o programa Balão Mágico, comandado por Simony e seus amigos, incluindo aí, o Fofão. Sérgio Mallandro com seu jeito moleque e irreverente também marcou época, sendo lembrado até hoje por seus bordões "rá", "ié,ié", "glu glu". Vale lembrar também das séries mexicanas como Chaves e Chapolim, que encantaram a garotada nos anos 80, e de um palhaço, Bozo, que divertia a criançada no SBT. O lado mais didático dos programas infantis ficou com a Turma do Lambe-Lambe, apresentado por Daniel Azulay, e com o Topo Gigio, um ratinho muito charmoso e dengoso que passava dicas de ecologia e saúde para a garotada.






 Os flintstones






He-Man



    


 Os Ursinho Gummi








     E os programas de auditório? Uma das marcas dos anos 80, no Brasil, foram os programas de auditório. Nomes como Fausto Silva, Silvio Santos, Gugu Liberato, Hebe Camargo, Flávio Cavalcanti, J. Silvestre, Raul Gil, Chacrinha e Bolinha tornaram os finais de semana mais alegres, divertidos e descontraídos. Com muita música, entrevistas, brincadeiras, jogos e humor os programas de auditório conquistaram o telespectador. Vários quadros até hoje permanecem na memória afetiva de quem viveu os anos 80.
     Haaaaaaa... vocês se lembram daquele pirulito de saquinho que agente lambreacva num pozinho? 
     Caracas, como era bom aquilo!!! Ele era um saquinho cheio de um pó doce cristalizado o qual você comia mergulhando um pirulito dentro dele. Fazia uma sujeira danada, era 100% artificial e cheio de produtos químicos, e seu gosto nem era tão agradável assim (era meio azedinho). Mas pelo menos era divertido!!
     Que tempo bom que não volta mais. Sem tantas tecnologias mas cheios de felicidades simples no cotidiano... ruas de terra ou nao, carrinhos de rolemã, e agente nem se machucava tanto.... rsrsrsrs.
Ai que saudade!!! Queria que meu filho tivesse conhecido este tempo.

Algums imagens para matar a saudade.








      Genius














Balas Soft, muita gente engasgava com elas, mas eram uma delicia. 




 




E quem não se lembra das Grapettes?






Sempre quis ter um desses!!!
   Esse aqui era o inicio do vício nos videos games.


 



As irmãs dos meus amigos tinham, pensem em uma boneca cheirosa.








Pulei muito nesees Pogobol.







Até nos dias de hoje ainda passava, mas tiraram.


 









Capitão Caveeeeeerrrrnáááááá!!!!!

     



Outro que masquei muito, até ficar com os maxilares doendo.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cinema

O Diário de Tati

      Estréia amanha dia 24/08/2012: O Diário de Tati é um filme brasileiro do gênero comédia, dirigido por Mauro Farias, com roteiro baseado no livro O Diário de Tati, de Heloísa Périssé. O filme foi produzido pela Globo Filmes e Bang Filmes.

Trailler

Ficha Técnica: O Diário de Tati

Elenco: Heloisa Perissé, Louise Cardoso, Marcos Caruso, Maria Clara Gueiros, Márcia Cabrita, Sura Berditchevky, Keli Freitas, Stella Brajterman, Thiago Rodrigues, Pedro Neschling, Marcelo Adnet, Thaís Ferzosa, Gregório Duvivier, Luis Miranda, Bruno Cariati, Valnei Aguiar, Carolina Girardelli, Aline Aguiar, Karina Domme, Larissa Machado, Carlos André Faria.
Direção: Mauro Farias
Gênero: Comédia
Duração: 93 min.
Distribuidora: Vinny
Estreia: 24 de Agosto de 2012 
Sinopse: 
     Tati é uma adolescente típica, incapaz de aprender matemática, mas inteligentíssima na hora de criar planos para fugir dos castigos da mãe. Durante o verão, ela quer esconder que terá de fazer recuperação em matemática e ainda tem que dar conta de conquistar o Zeca; o garoto mais gato da escola, ficar com a maior dor de cotovelo porque Zeca "fica" com Camila Pessegueiro, sua arqui inimiga e cuidar da dor de cotovelo da mãe, que quer tentar encontrar o novo amor. Baseado num quadro de sucesso, "O Diário deTati" brinca com os pequenos grandes problemas da adolêscencia. 

100 anos de Nelson Rodrigues









"Invejo a burrice, porque é eterna"

          Nelson Rodrigues faria 100 anos nesta Quinta-Feira. O autor que, em vida, conheceu a glória e a maldição, o aplauso e a agressão e, no fim, o desprezo e o esquecimento, foi reabilitado há 20 anos e, hoje, tornou-se aquilo que ele mais temia: uma unanimidade nacional.  
Muitas homenagens lhe estão sendo dedicadas neste seu centenário de nascimento – e ele merece todas. Nelson Rodrigues costumava destilar toda a sua ironia em frases que, de tão polêmicas, se tornaram clássicas.

"Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais"

Nascido no Recife em 1912, Rodrigues escreveu sua primeira peça, "A Mulher Sem Pecado", em 1941. Dois anos depois, alcançou o sucesso com "Vestido de Noiva". O espetáculo é considerado um divisor de águas no teatro brasileiro, tanto pelo texto quanto pela revolucionária montagem do polonês Zbigniew Ziembinski.
Estavam lá todas as obsessões que marcaram sua carreira: os subúrbios do Rio de Janeiro, o sexo e a conseqüente repressão sexual, a morte. Nas décadas seguintes, os temas continuaram em obras como "Bonitinha, Mas Ordinária" e "Toda Nudez Será Castigada". Foi taxado por alguns de imoral, por uns de repetitivo, por outros de caricato.
Também teve uma atuação importante como cronista. Mas, neste caso, seu conservadorismo era mais evidente. Era um crítico ferrenho do feminismo e da revolução sexual, ao mesmo tempo em que chegou a defender a ditadura militar de 1964. Ele mesmo se definia como um "reacionário". "Reajo contra tudo que não presta". 

 

 "A obra criativa dele é uma unanimidade, não as opiniões políticas", afirma a dramaturga Fatima Saadi, que editou um número especial sobre Nelson Rodrigues na revista Folhetim. "Nos anos 1980, ele não ainda era uma unanimidade. Hoje há muita gente estudando, inclusive suas crônicas, com uma aborgadem antropológica, aproximando-o do Gilberto Freyre."
Grande parte de sua popularidade veio das versões de sua obra para a televisão e o cinema. Em número de adaptações, ele só perde para outro escritor igualmente popular, Jorge Amado.
Mas, diferentemente de Amado, Rodrigues não deu muita sorte no cinema. Poucas são as produções à altura de seu talento. Numa avaliação mais rigorosa, apenas “Toda Nudez Será Castigada” (1973) - sucesso de Arnaldo Jabor com uma antológica atuação de Darlene Glória” - e a versão de "A Falecida" (1965) de Leon Hirszman podem ser considerados grandes filmes.

O universo do dramaturgo Nelson Rodrigues foi levado ao Fantástico entre março e dezembro de 1996 com a série "A Vida Como Ela É...", dirigida por Daniel Filho e Denise Saraceni. Baseada na famosa coluna, publicada no jornal carioca “Última Hora” entre 1951 e 1956, a série apresentava contos tragicômicos de adultério, morte, desejos reprimidos, ciúmes e amores passionais, que se passavam no subúrbio e zona sul do Rio de Janeiro. Com os roteiros assinados por Euclydes Marinho, A Vida Como Ela É... contava com um elenco que reunia Tony Ramos, Malu Mader, Maitê Proença, Cássio Gabus Mendes, Antônio Calloni, Laura Cardoso, Nelson Xavier, Mauro Mendonça, Caio Junqueira, José Mayer, Gabriela Duarte, Luís Carlos Góes, Marcos Palmeira, entre outros.

Vejam as frases marcantes de Nelson Rodrigues: