sábado, 18 de agosto de 2012

Um Pouco da História

Anatole Ramos

O Programa Raízes Jornalismo Cultural - Série Rememórias (programaraizes.net) - Brasigóis Felício fala de Anatole Ramos

 Anatole Ramos

     (15/10/1924 – 1994). nasceu em Ervália, pequeno município da Zona da Mata mineira, Criado no RJ, lá fez seus estudos, do primário ao superior. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Estado de Guanabara e em Letras, pela Faculdade de Filosofia da UFG. filho de Álvaro da Silva Ramos e Maria José Ramos. Advogado, radicou-se em Goiânia. Excelente trovador, notadamente no gênero humorístico.
    Ex- sargento, Especialista em Armamento da Aeronáutica, integrou o primeiro grupo de Caça que participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Aposentou-se como Inspetor do Trabalho em 1969, "...pela força e graça, sem graça nenhuma do AI-5", como dito por Coelho Vaz (1989). Foi também Redator do Semanário Goianiense "Cinco de Março".
     Casado com Maria de Lourdes Sátiro Ramos, pai de 07 filhos, todos cariocas. Avô de 18 netos e bisavô de 14 bisnetos goianos. Radicado em Goiânia desde 1963, perdido de paixão pela cidade, em um caso incurável de amor à primeira vista, para ela fez até um hino que foi musicado por João Luciano Curado Fleury, vencedor em concurso público realizado pelo Rotary Clube.
     Aos 45 anos, após sua aposentadoria imposta pelo AI-5, Anatole Ramos apresentou problemas de diabetes. As complicações advindas dessa doença restringiram sua vida em muitos aspectos, tanto em relação às severas restrições alimentares, quanto em relação às consequências físicas como problemas circulatórios, inchaços nas pernas e pés, e frequentes infartos . Veio a falecer de parada cardíaca em sua residência, aos 69 anos, em abril de 1994, enquanto dormia.

Vida e Obra do Autor: (anatoleramos

 Anatole Ramos (escritor), Gilmar dos Santos Neves.

Publicou inúmeras obras: 

Canto Alegre - Trovas - 1967,Antes das Águas - 1968,  Consciência Didática - 1969,  Antologia do Conto Goiano (com Miguel Jorge e Luís Fernando Valladares) - 1969,  Um Show à Parte - Teatro (edição mimeografada pelo Autor) - 1970,  Minhas Queridas Formigas - Contos - 1971,  Ortografia sem Acento - Didático - 1973,  O Planeta do Silêncio - Romance - 1974,  O Inspetor - Romance - 1987,  Hoje a Noite é Mais Longa - Contos - 1986,  O Sargento Vermelho - Romance - 1989,  A Surpresa da Festa - Romance - 1989,  O Fazendeiro que dedurou os Bispos - Crônicas – 1978.


 
 Brasigóis Felício


     Nasceu em Aloândia (Go) em 1950. Poeta, contista, romancista, crítico literário e crítico de arte, tem 30 livros publicados, entre obras de poesia, conto, romance, crônica e crítica literária. Em sua bibliografia destacam-se Hotel do tempo,poesia, (Editora Civilização Brasileira, l982); Monólogos da Angústia, contos, (Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, Diários de André, romance censurado e apreendido em 1976, por ordem do ex-ministro da Justiça, Armando Falcão; Viver é devagar, crônicas, l998, Literatura Contemporânea em Goiás, crítica literária,  O tempo dos homens sem rosto,  poesia, Editora Estação Liberdade, Memória da solidão, contos, Coleção Karajá, da Agência Goiana de Cultura, Meus gemidos de Jó, Editora Kelps, Obsceno esplendor da Noite, Editora Kelps, e a novela memorial do medo, (coleção prosa e verso) .
     É detentor de dezenas de premiações literárias (totalizando quase uma centena) em nível regional, nacional e internacional. Participa de antologias de conto e poesia publicadas em língua espanhola e francesa. Teve duas obras ( Monólogos da Angústia e Viver é devagar adotadas como leitura obrigatória para candidatos ao exame vestibular de instituições universitárias de Goiás).  Seus livros têm sido objeto de apreciações críticas, publicadas em livros, na imprensa regional e nacional, além de serem estudados em seminários e congressos de literatura. Sua obra foi tema de dissertação de mestrado aprovada junto a Universidade Federal de Goiás.     É membro da Academia Goiana de Letras e Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Goiás evice presidente da UBE-GO. Sobre sua obra em prosa e poesia já se pronunciaram renomados críticos e estudiosos de literatura.
     Trabalhou, como repórter e redator, nos jornais Cinco de Março, O Estado de Goiás, Revista Leia Agora, Revista Centro Oeste, O Top News. Em O Popular, onde atuou como repórter e redator do Caderno 2, durante 12 anos seguidos, iniciou sua carreira de cronista. Neste jornal assina, há oito anos, uma crônica semanal, na seção Crônicas& Outras Histórias.
   Na condição de jornalista e crítico de arte tem acompanhado, com reportagens e textos críticos, a movimentação das artes plásticas em Goiás, desde a década de 80. Escreveu textos críticos e apresentações para catálogos de exposições de artistas como Siron Franco, AntonioPoteiro, Maria Guilhermina, Iza Costa, D.J. Oliveira, Omar Souto, Sanatan, Enéas Silva, Né Luiz, Sival, e muitos outros.   




 APRESENTADORES

Doracino Naves é jornalista, apresentador do Programa Raízes Jornalismo Cultural. Natural de Araguari-MG, mas vive em Goiânia desde 1958 onde foi vereador na legislatura de 1988-1992. Período em que criou a Lei  que institui o Festival de Cinema de Goiânia, sancionada pelo, então, Prefeito Nion Albernaz. Foi Secretário Estadual e Municipal de Cultura em 1994 e 2008, respectivamente.
  
 
Edival Lourenço é bacharel em Direito e pós-graduado em Administração de Marketing. É o atual presidente da União Brasileira de Escritores – Seção de Goiás. É colunista do Jornal O Popular e da  Revista Bula. Tem seis livros publicados. Recebeu mais de 50 prêmios e troféus, dentre eles destacam-se o troféu Tioko pela obra em prosa, o Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná pelo romance A Centopeia de Neon (1992) e a Comenda Jorge Amado, pelo conjunto da obra, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.


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