Anatole Ramos
O Programa Raízes Jornalismo Cultural - Série Rememórias (programaraizes.net) - Brasigóis Felício fala de Anatole Ramos
Anatole Ramos
(15/10/1924
– 1994). nasceu em Ervália, pequeno município da Zona da Mata mineira,
Criado no RJ, lá fez seus estudos, do primário ao superior. Formado em
Direito pela Faculdade de Direito do Estado de Guanabara e em Letras,
pela Faculdade de Filosofia da UFG. filho de Álvaro da Silva Ramos e
Maria José Ramos. Advogado, radicou-se em Goiânia. Excelente trovador,
notadamente no gênero humorístico.
Ex-
sargento, Especialista em Armamento da Aeronáutica, integrou o primeiro
grupo de Caça que participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália.
Aposentou-se como Inspetor do Trabalho em 1969, "...pela força e graça,
sem graça nenhuma do AI-5", como dito por Coelho Vaz (1989). Foi também
Redator do Semanário Goianiense "Cinco de Março".
Casado
com Maria de Lourdes Sátiro Ramos, pai de 07 filhos, todos cariocas.
Avô de 18 netos e bisavô de 14 bisnetos goianos. Radicado em Goiânia
desde 1963, perdido de paixão pela cidade, em um caso incurável de amor à
primeira vista, para ela fez até um hino que foi musicado por João
Luciano Curado Fleury, vencedor em concurso público realizado pelo
Rotary Clube.
Aos
45 anos, após sua aposentadoria imposta pelo AI-5, Anatole Ramos
apresentou problemas de diabetes. As complicações advindas dessa doença
restringiram sua vida em muitos aspectos, tanto em relação às severas
restrições alimentares, quanto em relação às consequências físicas como
problemas circulatórios, inchaços nas pernas e pés, e frequentes
infartos . Veio a falecer de parada cardíaca em sua residência, aos 69
anos, em abril de 1994, enquanto dormia.
Publicou inúmeras obras:
Canto
Alegre - Trovas - 1967,Antes das Águas - 1968, Consciência Didática -
1969, Antologia do Conto Goiano (com Miguel Jorge e Luís Fernando
Valladares) - 1969, Um Show à Parte - Teatro (edição mimeografada pelo
Autor) - 1970, Minhas Queridas Formigas - Contos - 1971, Ortografia
sem Acento - Didático - 1973, O Planeta do Silêncio - Romance - 1974, O
Inspetor - Romance - 1987, Hoje a Noite é Mais Longa - Contos - 1986,
O Sargento Vermelho - Romance - 1989, A Surpresa da Festa - Romance -
1989, O Fazendeiro que dedurou os Bispos - Crônicas – 1978.
Brasigóis Felício
Nasceu
em Aloândia (Go) em 1950. Poeta, contista, romancista, crítico
literário e crítico de arte, tem 30 livros publicados, entre obras de
poesia, conto, romance, crônica e crítica literária. Em sua bibliografia
destacam-se Hotel do tempo,poesia, (Editora Civilização Brasileira,
l982); Monólogos da Angústia, contos, (Prêmio Bolsa de Publicações Hugo
de Carvalho Ramos, Diários de André, romance censurado e apreendido em
1976, por ordem do ex-ministro da Justiça, Armando Falcão; Viver é
devagar, crônicas, l998, Literatura Contemporânea em Goiás, crítica
literária, O tempo dos homens sem rosto, poesia, Editora Estação
Liberdade, Memória da solidão, contos, Coleção Karajá, da Agência Goiana
de Cultura, Meus gemidos de Jó, Editora Kelps, Obsceno esplendor da
Noite, Editora Kelps, e a novela memorial do medo, (coleção prosa e
verso) .
É
detentor de dezenas de premiações literárias (totalizando quase uma
centena) em nível regional, nacional e internacional. Participa de
antologias de conto e poesia publicadas em língua espanhola e francesa.
Teve duas obras ( Monólogos da Angústia e Viver é devagar adotadas como
leitura obrigatória para candidatos ao exame vestibular de instituições
universitárias de Goiás). Seus livros têm sido objeto de apreciações
críticas, publicadas em livros, na imprensa regional e nacional, além de
serem estudados em seminários e congressos de literatura. Sua obra foi
tema de dissertação de mestrado aprovada junto a Universidade Federal de
Goiás. É membro da Academia Goiana de Letras e Instituto Histórico e
Geográfico do Estado de Goiás evice presidente da UBE-GO. Sobre sua
obra em prosa e poesia já se pronunciaram renomados críticos e
estudiosos de literatura.
Trabalhou,
como repórter e redator, nos jornais Cinco de Março, O Estado de Goiás,
Revista Leia Agora, Revista Centro Oeste, O Top News. Em O Popular,
onde atuou como repórter e redator do Caderno 2, durante 12 anos
seguidos, iniciou sua carreira de cronista. Neste jornal assina, há oito
anos, uma crônica semanal, na seção Crônicas& Outras Histórias.
Na
condição de jornalista e crítico de arte tem acompanhado, com
reportagens e textos críticos, a movimentação das artes plásticas em
Goiás, desde a década de 80. Escreveu textos críticos e apresentações
para catálogos de exposições de artistas como Siron Franco,
AntonioPoteiro, Maria Guilhermina, Iza Costa, D.J. Oliveira, Omar Souto,
Sanatan, Enéas Silva, Né Luiz, Sival, e muitos outros.
APRESENTADORES
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Edival Lourenço é bacharel
em Direito e pós-graduado em Administração de Marketing. É o atual
presidente da União Brasileira de Escritores – Seção de Goiás. É
colunista do Jornal O Popular e da Revista Bula. Tem seis livros
publicados. Recebeu mais de 50 prêmios e troféus, dentre eles
destacam-se o troféu Tioko pela obra em prosa, o Prêmio Nacional de
Romance do Estado do Paraná pelo romance A Centopeia de Neon (1992) e a
Comenda Jorge Amado, pelo conjunto da obra, da União Brasileira de
Escritores do Rio de Janeiro.



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